Estrada vicinal mal executada é problema certo: erosão progressiva, risco de acidente, custo de manutenção constante e isolamento da propriedade na época de chuva. Executar uma estrada vicinal com qualidade exige mais do que passar a motoniveladora uma vez.
A primeira etapa é o projeto de locação: definir o traçado considerando a topografia do terreno, os pontos de passagem obrigatórios (porteiras, pontes, cursos d'água) e a declividade máxima admissível — geralmente até 12% em estradas vicinais para veículos pesados. Um traçado bem planejado reduz o volume de corte e aterro, facilita a drenagem natural e resulta em uma estrada mais durável com menor custo de manutenção anual.
A execução começa pelo destocamento: retirada de tocos, raízes e material orgânico da faixa de domínio (normalmente 6 a 8 metros de largura). Em seguida, o corte e aterro nivelar o perfil conforme o projeto. O material de aterro deve ser compactado em camadas de 20 a 30 cm para garantir estabilidade — aterro sem compactação adequada afunda e deforma na primeira chuva pesada, criando o aspecto 'ondulado' típico de estradas mal executadas.
O cascalhamento com material granular é o que dá durabilidade à estrada em época de chuva. O material deve ter granulometria adequada para drenagem e compactação, com espessura mínima de 15 cm. Tão importante quanto o cascalho é a drenagem lateral: valetas e bueiros bem dimensionados impedem que a água da chuva escoe pela superfície da estrada, carregando o material granular. Estrada sem drenagem lateral não aguenta a segunda chuva da estação.
Pontos-chave
- Projeto de locação: traçado com declividade máxima de 12%
- Destocamento completo da faixa de domínio antes do aterro
- Compactação em camadas: sem compactação o aterro afunda
- Cascalhamento + valetas laterais: o que dá durabilidade na chuva

